Acordo prevê redução gradual da jornada e fim da escala 6x1
Proposta ainda será analisada pelo Congresso e estabelece transição de um ano sem redução salarial
Por Luiza Ferreira Ferraz
Publicado em 25/05/2026 17:52
Politica
Foto: Reprodução/Tomaz Silva/Agência Brasil

O governo federal e a Câmara dos Deputados anunciaram nesta segunda-feira (25) um acordo para a implementação gradual do fim da escala 6x1 no país. A medida ainda precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado antes de entrar em vigor.

O acordo prevê a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, sem corte salarial, além da adoção de dois dias de descanso por semana para os trabalhadores.

Como funcionará a transição

Segundo o presidente da Câmara, Hugo Motta, a mudança será feita em etapas ao longo de um ano após a promulgação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC).

A primeira alteração ocorreria 60 dias depois da aprovação definitiva do texto. Nesse momento, a jornada semanal cairia de 44 para 42 horas, além da implementação do modelo com cinco dias de trabalho e dois de folga por semana.

Um ano após essa primeira etapa, a carga horária seria novamente reduzida, chegando às 40 horas semanais previstas na proposta.

O acordo foi anunciado após reunião entre Hugo Motta e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto.

Próximos passos da proposta

O relator da PEC, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), deve apresentar o parecer final à comissão especial da Câmara ainda nesta segunda-feira.

A expectativa é que o texto seja votado na comissão nos próximos dias e, em seguida, encaminhado ao plenário da Câmara. Caso seja aprovado, o projeto seguirá para análise do Senado Federal.

Discussão sobre o prazo

O período de transição para implementação da nova jornada vinha sendo um dos principais pontos de divergência nas discussões sobre o fim da escala 6x1. Segundo Hugo Motta, o acordo fechado entre governo e Câmara definiu uma transição de um ano para a implementação gradual da medida.

Antes do anúncio desta segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia defendido uma redução mais rápida da carga horária. Na última sexta-feira (22), durante entrevista ao programa Sem Censura, o presidente afirmou que a mudança deveria acontecer “de uma vez”, sem corte salarial.

Por Luiza Ferraz

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