Pacientes com câncer de mama em estágio avançado passarão a contar com uma nova possibilidade de tratamento no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, nesta segunda-feira (18), o uso ampliado do medicamento Enhertu (trastuzumabe deruxtecana), que agora poderá ser utilizado em combinação com o pertuzumabe como terapia de primeira linha em casos específicos da doença.
Segundo a Resolução nº 1.991/2026, o tratamento poderá ser aplicado em pacientes adultos com câncer de mama HER2-positivo em estágio irressecável — quando a remoção completa por cirurgia não é possível — ou metastático, quando o câncer já atingiu outras partes do corpo.
Esse subtipo representa cerca de 20% dos casos de câncer de mama e costuma apresentar comportamento mais agressivo, com maiores chances de avanço rápido da doença e pior prognóstico clínico.
Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam que o câncer de mama segue entre os tipos mais frequentes no país. A estimativa é de mais de 78 mil novos casos anuais no Brasil entre 2026 e 2028.
De acordo com a Anvisa, a ampliação do uso do medicamento foi baseada em estudo clínico que apontou melhora significativa na chamada sobrevida livre de progressão, indicador utilizado para medir o controle do avanço da doença durante o tratamento.
Mesmo com os avanços recentes da oncologia, especialistas ainda consideram o câncer de mama HER2-positivo metastático uma condição sem cura definitiva.
Por Luiza Ferraz