Festival de Luz movimenta Pedro Leopoldo com gastronomia e música
Entre os dias 10 a 12 de abril, a 10ª edição do Circuito Gastronômico Festival de Luz iluminou a Praça da Estação com programação diversificada
Por Luiza Ferreira Ferraz
Publicado em 14/04/2026 16:44
Cultura
Circuito Gastronômico Festival de Luz (Foto: N1)

Durante os dias 10 a 12 de abril, Pedro Leopoldo recebeu o Circuito Gastronômico do Festival de Luz. Com uma programação diversa, o evento contemplou o público com uma culinária de sabores tradicionais da região e levou aos palcos diferentes sons de Minas Gerais. 

 

Em sua 10ª edição, os homenageados do Festival em 2026 são nomes pedroleopoldenses que celebram a identidade da cidade: a artista Vânia Braga, reconhecida nacionalmente por suas esculturas; e Roberto Bini Lopes, dono do tradicional restaurante Adelso e voluntário na sopa do Centro Espírita Luís Gonzaga. 

 

Nos três dias do evento, restaurantes locais exibiram pratos que demonstram criatividade e um pouco da história da região. A ideia de implementar essa sessão no festival vai além de proporcionar uma experiência culinária saborosa para o público: o circuito valoriza os empreendedores e fortalece a economia local.

 

Som na caixa!

 

As atrações musicais que agitaram o público no Festival de Luz foram entre si diversas, transformando a Praça da Estação em um ponto de encontro de boas performances, celebração e memória. Na sexta-feira (10), às 19h, ocorreu a abertura oficial do evento, seguida pelos artistas que inauguraram o palco da 10ª edição: Cacá Vieira e Wilson Sideral. 

 

No sábado (11), a noite começou com a Orquestra Sinfônica Cachoeira Grande. Regidos pela maestrina Carol Malaquias, as canções escolhidas homenagearam a música Brega e seus brilhantes artistas, como Sidney Magal, Amado Batista, Rosana, Gretchen, Gaby Amarantos, Mamonas Assassinas, entre outros. A sincronia instrumental da orquestra recebeu o acréscimo das vozes de Daniele Miranda, Cláudio Marques e Cacá Vieira. 

 

A maestrina agradeceu o apoio do público e ressaltou a conexão que o grupo tem com a cidade: “O público de Pedro Leopoldo é o melhor e tenho certeza que a relação afetiva que eles têm com a orquestra é porque eles encontram-se com os integrantes dela na rua, em seus cotidianos. Eles veem a gente se dedicando pra preparar o show e isso acaba criando um vínculo”. 

 

A banda cover Toca Raul e Brazuza assumiram a frente do palco logo em seguida, com  Ayrton Ramos e Jorge Rios, intérpretes de Raul Seixas e Cazuza, respectivamente, performando os grandes sucessos dos célebres artistas brasileiros. 

 

No terceiro e último dia (12), a programação foi extensa: na parte da manhã o público pôde conferir a exposição de carros antigos feita pela concessionária Careca Veículos; a apresentação de capoeira com o Mestre Boca de Peixe e a Companhia Pernas Pro Ar;  o Show dos Super-Heróis, da PL Produções e Eventos;  e os números do Mágico Deivid. 

 

Na parte da tarde, apresentaram-se a banda de Pop rock Mary Joe; a Banda Roça Nova, trazendo o estilo caipigroove; e a Velvet Band, que encerrou o festival ao som dos clássicos do Soul e do Pop. 

 

Bate-papo com a N1

 

Os bastidores do Festival de Luz refletiam a contagiante animação do público. Os artistas que se apresentaram na Praça da Estação misturavam em suas feições euforia e concentração, seja por estarem prestes a subir do palco ou por terem acabado de entregar grandes shows em cima dele. 

 

A backing vocal da Cachoeira Grande, Danielle Gabrich, está há mais de 30 anos na música e afirma que a experiência de cantar para a orquestra é de muito aprendizado e foi um prazer estar mais um ano no Festival. Compartilhando do mesmo sentimento, Eduarda Souza, backing vocal e integrante há 7 anos do grupo, acredita que o diferencial da apresentação foi o amor pela música: “o concerto não é feito só por nós, o público também participa”.

 

Do Brega ao Rock, o intérprete de Cazuza, Jorge Rios, saudou a apresentação da orquestra: “Sou de Recife, da terra do rei do Brega, Reginaldo Rossi e curti demais a apresentação deles”. O seu companheiro de palco naquela noite, Ayrton Ramos, da banda cover Toca Raul, elogiou a estrutura do evento e contou um pouco mais sobre a sensação de se apresentar. “Sempre rola aquele frio na barriga, mas o público me fortalece e me dá força”, destacou o vocalista. 

 

“Foi um dia de luz, literalmente”. Essa fala é de Thiago Pasquinel, integrante da banda Mary Joe, que mostrou grande satisfação em tocar no Festival. Após subir no palco no terceiro dia do evento, o guitarrista pedroleopoldense afirmou que é sempre muito especial tocar “em casa”, principalmente por poder contar com amigos e família na plateia: “A energia e o calor do público tornam tudo gratificante”.

 

O Festival de Luz foi especialmente marcante para a banda Roça Nova. O show marcou a data de estreia de sua turnê “Minérios de Fé”, que reúne novos arranjos de álbuns passados, além de algumas faixas inéditas. “A emoção de tocar em Pedro Leopoldo pela primeira vez e iniciar a turnê é muito grande. Sempre que começamos um trabalho novo ficamos empolgados para apresentar nosso som”, declarou o vocalista do grupo, Pedro Tasca. Sob a ótica experimental da mistura das raízes e tradições mineiras e um som contemporâneo, a banda agitou o festival com a sua proposta musical.

 

Os clássicos do Soul e do Rock também tiveram o seu lugar na line-up. Velvet Band fez seu retorno no festival homenageando grandes mestres e divas internacionais da cultura negra. 

O vocalista Valnei Fernandes disse estar feliz por estar de volta em um evento cultural na cidade. Nêga Kelly, também vocalista do grupo, destacou que apesar de o público ser diferente do que eles normalmente se apresentam, ela mal podia esperar para “mostrar seu look, arrasar no palco e curtir as barraquinhas”.

 

No domingo (12), vários feirantes também expuseram seus produtos na Praça da Estação, indo além da culinária e contemplando diferentes estilos de artesanato. Uma dessas pessoas foi Márcia Antônia Epifânio, que pôde realizar uma imersão cultural: marcou presença no evento tanto como espectadora e comandou uma das barraquinhas. “Amo fazer artesanato e me sinto realizada. E estar no festival novamente, vendo artistas cantando Brega, por exemplo, me deu vontade de estar no carnaval novamente. Cada cantor que esteve ali exibiu sua mensagem e foi a melhor coisa que teve!", declarou a artesã. 

 

O público também participou do bate-papo da N1. Comentado por todos os artistas, eles foram o motor do festival. Durante os três dias, os tópicos mais comentados entre as pessoas foram sobre o clima leve e familiar do evento; a animação para prestigiar os artistas que subiram no palco; e a grande estrela da festa: a gastronomia. 

 

Por Luiza Ferraz

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